sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Por que não ir ao Usina 21

Talvez você esteja surpreso porque alguém gastaria tempo escrevendo contra um evento cristão, que tem o objetivo de refletir e discutir políticas públicas em favor da justiça social em nosso país. Se você pensou isso, então tente ler até o final para entender o meu ponto de objeção.
O apóstolo Paulo, em sua primeira carta aos Coríntios, comentando sobre um caso de incesto na igreja e a aparente negligência dela em disciplinar aqueles que estavam em pecado, diz que a igreja estava confiante e orgulhosa naquilo que não era confiável, porque um pequeno problema pode estragar tudo[1]. É neste princípio que está minha motivação para escrever este texto. Digo isso, porque, já tendo ido ao Usina 21, vejo que há coisas muito boas neste evento.
A música é um ótimo exemplo pra começar. A presença da banda Palavrantiga, que foi a motivadora de eu ter ido ao Usina 21 em anos anteriores, mostra que o evento incentiva a boa música com bom conteúdo. O próprio tema do Usina 21 é de grande relevância. Precisamos pensar na justiça social. Precisamos perceber que a igreja foi chamada também para amparar o pobre, o órfão e a viúva[2]. Que a igreja precisa ser relevante na sociedade sendo a consciência moral do Estado. Tudo isso é extremamente importante, e não deve ser deixado de lado.
Por outro lado, não podemos ser confiantes em acreditar que não há problemas e que os problemas não são importantes. Na verdade, meu objetivo é mostrar que este evento não é tão saudável assim para um cristão sincero que quer discutir de verdade politicas públicas dentro de uma perspectiva bíblica. Os meus motivos estão ligados aos nomes de pelo menos dois palestrantes, que tentarei mostrar quais as suas linhas de pensamento, buscando fazer o leitor refletir se vale à pena ir ao evento para ouvi-los:

1.     Leonardo Sakamoto – A presença dele, que já se repete no Usina, é um grande mistério pra mim. Digo isso porque, ao que me parece, Sakamoto não é cristão, e pior, é um crítico do cristianismo. O seu blog, que se dedica a criticar geralmente a violência e o trabalho escravo, está recheado de textos criticando e até ridicularizando os cristãos. Num texto postado em 30/03/2013, Sakamoto nos diz sobre o seu conhecimento da Bíblia: “Mas o discurso fácil que, consumido, decantado, enraizado e ativado, transforma a massa em turba provoca distorções de entendimento sobre as palavras que estão na origem da fé das pessoas. Estudei em escola adventista por nove anos e, ao mesmo tempo, participei bastante da vida na igreja católica perto de casa, tendo sido até coroinha. Por conta, sei razoavelmente o que está escrito nos evangelhos – inclusive nos apócrifos, bem mais interessantes, mas isso é outra história. E, certamente, não é esse discurso de intolerância que grassa em muitos cultos, dos católicos aos neopentecostais”. E também faz uma “brincadeirinha” postanto, num outro texto, de 29/05/2012, um vídeo onde “cientistas gays” teriam achado o gene cristão[3]. Sua visão política, notoriamente marxista[4], nos faz pensar que os organizadores do Usina têm um perfil muito delineado de ideologia para o evento, e um cristão, que tem conhecimento básico sobre a ideologia marxista, perceberá que a presença de Sakamoto neste evento é um ataque à fé cristã.

2. Ed René Kivitz – Kivitz é pastor batista, conhecido por suas pregações emotivas e contundentes. O problema é que ele tem se mostrado, entre outras coisas, um universalista. Em uma pregação sobre o livro de Romanos, Kivitz afirma o seguinte[5]: “Nós não temos de sair anunciando: ‘Olha, você é um pecador miserável, você está condenado ao fogo do inferno. Deus está irado contra você, Deus não vai deixar barato a sua maldade. Deus vai cobrar de você cada ato, cada pecado, cada transgressão, cada expressão do seu caráter mesquinho, Deus vai cobrar, vai exigir e vai cobrar muito caro. Mas você tem oportunidade agora de entregar sua vida a Jesus. Eu não acho que isso aqui é uma boa notícia. Eu acho que boa notícia seria assim: ‘Você é um filho de Deus, você é uma filha de Deus, Deus não está irado contra você[6]. Deus ama você. E eu queria dizer a você que você não é obrigado a viver uma vida miserável. Porque o poder da ressureição de Jesus e o sopro de vida de Deus, que a Bíblia Sagrada chama de Espírito Santo. Esse vento que é a vitalidade de Deus e a própria pessoa de Deus comunicando vida. Esse Espírito como Deus que habita em nós. Você não está condenado a viver uma vida miserável, porque o Espírito de Deus já age na sua vida’”[7] [sic] (grifo nosso). E se isto ainda não convenceu você, leia isso: “Eu fica imaginando, quando estivermos no Céu, o susto que nós não levaremos. Eu tenho este desejo de, na ressureição, ver o Céu povoado por toda raça humana. E alguém vai dizer assim: ‘Como foi que eu vim parar aqui?’. E ai, você se tiver lá, você vai virar pra alguém do seu lado e falar assim: ‘Como foi que eu vim parar aqui?’. Se quem estiver do seu lado for uma pessoa que foi crente, que conheceu a Bíblia, o Evangelho, diz assim: ‘Você veio parar aqui porque Jesus te trouxe’. E se a pessoa perguntar assim: ‘Como é que eu consegui chegar aqui?’. Aí, o camarada que era crente, aqui, nesta terra, antes de chegar lá, vai virar: ‘Não, não é que você conseguiu chegar aqui. Inclusive se dependesse de você, você nem teria vindo. Jesus te trouxe. Porque Jesus quando morreu na cruz ele incluiu você, e levou com ele todo o seu pecado e toda a sua rebelião...”[8] [sic] (grifo nosso). A pregação é longa e você poderá assistir toda se quiser. Mas não há dúvidas da proposta dele. Ele quer acreditar que o inferno está vazio e que mesmo aqueles que não criam e nem conheciam a Cristo irão, através dele, para o Céu.

Muito mais poderia ser dito sobre o evento, mas acredito que as razões aqui nos transparecem com certa clareza o conteúdo ideológico deste evento. O que se espera de um evento que compõe em seus palestrantes um grupo tão diferente de crenças ou teologias, unidos por um objetivo, que não é Cristo, mas uma ideologia marxista? Ou a facilidade em abandonar certas doutrinas centrais da igreja cristã. A presença de Sakamoto e Kivitz nos deixa com certa clareza do objetivo do evento.
Espero que este texto não tenha sido enfadonho, mas esclarecedor e tenha deixado o leitor com uma pulga atrás da orelha. Se isso acontecer, meu objetivo foi cumprido. Desejo, em Cristo, que a juventude esteja cada vez mais disposta a falar sobre o Evangelho e justiça social, mas que faça isso com a base correta, por meio da revelação da Escritura.




[1]  “O vosso orgulho não é bom. Não sabeis que um pouco de fermento faz com que toda a massa fique fermentada?”. (1 Co 5. 6 Almeida Século 21).
[2] “A religião pura e imaculada diante do nosso Deus e Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas dificuldades e não se deixar contaminar pelo mundo”. (Tg 1.27 Almeida Século 21).
[4] Se você quer saber por que isso é ruim, leia esse texto e outros da autora: http://normabraga.blogspot.com.br/2010/03/por-que-nao-sou-de-esquerda.html
[5] Link da pregação completa: http://vimeo.com/42828523.
[6] Apóstolo Paulo não concordaria: “Pois a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que impedem a verdade pela sua injustiça”. (Rm 1.18 Almeida Século 21).
[7] Sequência do vídeo: ~36:00-37:33.
[8] ~40:38-41:57.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Ataque ao Evangelho nas Capelanias Evangélicas do CRT-AIDS e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas



A ACEH – Associação de Capelania Evangélica Hospitalar, na pessoa da Capelã Evangélica Eleny Vassão de Paula Aitken,  através das Capelanias Evangélicas do Centro de Referência (CRT-AIDS) e Treinamento em DST-AIDS e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, em São Paulo,  estão sendo atacadas com acusações difamatórias por militantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais  e Travestis). 
O ataque é feito  através dos artigos e comentários na Internet: “A HOMOFOBIA (INSTITUCIONAL) NOSSA DE CADA DIA”, de autoria do  Sr. Claudio Celso Monteiro Jr. e de outro, de autoria do Sr. Ricardo Aguieiras, intitulado “FUNDAMENTALISMO RELIGIOSO INVADE HOSPITAIS BRASILEIROS”.  O último atinge também a Igreja Presbiteriana do Brasil e é feito a partir de um trecho do livro “A Missão da Igreja Frente a AIDS”, de autoria de Eleny, publicado há quase 20 anos pela Editora Cultura Cristã.  As denúncias contemplam  também acusações de “homofobia”, atendimento espiritual de maneira invasiva e sérias falhas em questões de biossegurança.  
O texto é ratificado através de acusações verbais levadas às Diretorias destes Hospitais pela Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania da cidade de São Paulo.
  Cabe à Igreja Evangélica e à Sociedade Brasileira se manifestar, tanto em defesa deste ministério nos hospitais com uma história de 30 anos de atuação em mais de 200 hospitais brasileiros e em 13 outros países, como também em defesa  da liberdade de pensamento e expressão, da verdade e da apresentação do Evangelho em nosso país.   Dentro de poucos dias toda a Igreja Brasileira experimentará esta perseguição e violação aos Direitos de liberdade de pensamento, crença e expressão, se não reagir com agilidade e firmeza à agressão e ousadia destes grupos. “Para o triunfo do mal só é preciso que os homens de bem não façam nada”
                                                                       (Edmund Burke).  
O Artigo 5º da Constituição, em seu caput, afirma que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e a propriedade. A mesma Constituição afirma que é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.  A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948,  expressa em seu Artigo 18 que todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião.  O Artigo 19 diz que toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar receber e transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de fronteiras.
Veja, no link abaixo, com que ousadia eles se organizam e lutam por aquilo que chamam de “seus direitos”,  enquanto limitam o direito dos outros. 



“...agora, Senhor, olha para as suas ameaças e concede aos teus servos que anunciem com toda a intrepidez a tua palavra...”    Atos 4:29

Capelania Hospitalar é um ministério desenvolvido por evangélicos das mais diversas denominações e consiste na assistência espiritual diária e voluntária aos enfermos, hospitalizados ou não, seus cuidadores e também aos profissionais da saúde e funcionários dos hospitais.  É desenvolvido por visitadores e capelães capacitados através do Curso e treinamento em Capelania Hospitalar da ACEH – Associação de Capelania Evangélica Hospitalar (www.capelania.com).   Por 20 anos a Capelania Evangélica do Instituto de Infectologia Emílio Ribas tem cuidado das pessoas enfermas, principalmente aquelas atingidas pela AIDS, contemplado o aspecto social, emocional e espiritual.  Na Casa do Aconchego, extensão do ministério de capelania,  essas famílias encaminhadas pelo Serviço Social dos hospitais Emílio Ribas e CRT-AIDS participam de programa semanal onde recebem aconselhamento bíblico, participam de cursos, palestras, artesanato, atividades recreativas, recebem refeições  e também cesta básica, roupas, sapatos e leite. Tudo isso tem sido propiciado através do Programa Mãos e Coração, tendo como principal parceiro o Instituto Presbiteriano Mackenzie, com a participação da Sociedade Bíblica do Brasil, empresas parceiras e diversas igrejas evangélicas.


Eleny Vassão de Paula Aitken
Capelã Hospitalar
Presidente da ACEH

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Às Minhas Amigas:


Vocês não precisam dos homens!

Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito; a que se casou, porém, se preocupa com as coisas do mundo, de como agradar ao marido. I Coríntios 7.34.
Tenho conversado com muitas mulheres que têm dito ou demonstrado a sua preocupação em ter um namorado ou marido. O que parece é que pra elas, a vida da mulher só tem significado quando há homem ao lado, quando estão solteiras não conseguem ter uma vida independente e resolvida, antes, gastam a maior parte do tempo pensando em como arranjar o próximo “homem”. Preocupado com isso, gostaria de escrever algumas palavras de ânimo e lembrar algumas coisas que a Bíblia já fala. A intenção é fazer com que as mulheres sejam mulheres e não uma espécie de “apêndice” dos homens.
A Bíblia, por várias vezes, chama a atenção para a singularidade da mulher e da joia que ela é em Cristo. Ela é uma criatura de Deus à semelhança do homem (Gn 1.27); a quem foi dado o poder de gerar (Gn 3.16); a mulher graciosa é cheia de honra (Pv 11.16); a mulher sábia edifica sua casa (Pv 14.1); a mulher virtuosa (habilidosa) tem o valor maior que de muitas joias (Pv 31.10); a mulher temente ao Senhor é louvada (reconhecida) (Pv 31.30) e muitas outras coisas. A mulher tem um valor próprio dado por Deus, e as solteiras são chamadas a exalar esse valor e demonstrá-lo ao mundo.
Quando o feminismo começou a crescer e mulheres como Simone de Beauvoir[1], começaram a dar as caras na rua fazendo movimentos e protestos em favor dos “direitos” da mulher algo interessante surgiu. Por um lado, tínhamos as mulheres que de alguma forma estavam contentes com a vida que levavam, por outro as chamadas feministas, que, descontentes com a forma que eram tratadas pelos homens, resolveram levantar uma guerra contra o que chamavam de machismo. Não é a intenção deste artigo falar sobre o movimento feminista e produzir uma crítica sobre ele, mas algumas coisas podem ser observadas sobre o que um movimento fora da igreja pode produzir de bom ou ruim. É preciso notar e dar crédito ao direito trabalhista, de voto e, até o respeito que foi conseguido através dos movimentos feministas e, lamentar porque a igreja tantas vezes se calou diante de várias injustiças cometidas contra a mulher, igreja essa que é permeada por mulheres que sofreram caladas durante anos. Algo que deveria sim ter sido defendido pela igreja, já que é na sua regra infalível de fé e prática, a Bíblia, que encontramos algo claro sobre a primazia das mulheres no cuidado que a sociedade deve ter, “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.” I Pedro 3.7. Estendendo o mandamento dado ao marido para toda a sociedade, deveria ser preocupação de todos os homens tratarem as mulheres com dignidade, entendendo que todos somos herdeiros da mesma graça. Por outro lado, há muitos problemas com o movimento feminista, principalmente aquilo que entendem por família e sua defesa do aborto. As mulheres cristãs são chamadas a mostrar que é possível ter feminilidade biblicamente orientada, e ensinar como isso pode ser maravilhoso para uma sociedade.
Mas eu quero chegar ao ponto final deste meu artigo. As mulheres solteiras além de valor intrínseco dado por Deus, elas têm uma função exclusiva no Reino de Deus. Elas são chamadas para cuidar das coisas de Deus com exclusividade. Ao invés de ficarem pensando em qual será o próximo namorado, elas devem cuidar para que o Evangelho seja pregado, devem cuidar para que a noção de feminilidade cristã seja ensinada nas igrejas e fora delas. Devem buscar a oração, o jejum, aprender mais sobre as Escrituras, se ocupar das coisas as quais elas não mais poderão fazer, ou farão com bem menos frequência, quando estiverem casadas. É nisso, queridas amigas, que vocês devem ocupar a mente, é nisso que vocês devem se preocupar. E entendam que o futuro de vocês está garantido em Cristo e não em algum marido, portanto, a vida profissional de vocês depende do caminho que vocês percorrerão juntos com Deus, e é nEle que vocês devem confiar sobre isso. Não espero mulheres super-resolvidas, mas filhas de Deus dispostas a fazer tudo por Ele, mulheres que ao invés de ficarem sonhando no vestido de casamento, ou na super festa que darão para a sociedade ver, sonham com suas vidas cada dia mais dedicadas a Deus, com suas horas gastas em oração, em estudo (Bíblico ou não), com ações sociais, e etc. E eu não tenho dúvidas, que assim como diz em Provérbios 31.30 vocês serão louvadas e reconhecidas pelo temor a Deus, e admiradas pelos verdadeiros homens de Deus.
Ronaldo Barboza de Vasconcelos.


[1] Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir, mais conhecida como Simone de Beauvoir (Paris, 9 de janeiro de 1908 — Paris, 14 de abril de 1986), foi uma escritora, filósofa existencialista e feminista francesa. Cf.: http://pt.wikipedia.org/wiki/Simone_de_Beauvoir

terça-feira, 13 de setembro de 2011


Alvin Plantinga: um filósofo cristão

UM POUCO DA FILOSOFIA DE VIDA DE ALVIN PLANTINGA

É o desejo que gera o pensamento.
Plotino
Em geral, só imaginamos Platão e Aristóteles com grandes túnicas de pedantes. Eram pessoas honestas e, como as outras, rindo com seus amigos; e, quando se divertiram em fazer suas Leis e sua Política, fizeram-nas brincando. Era a parte menos filosófica e menos séria de sua vida. A mais filosófica consistia em viver simples e tranquilamente.
Pascal

Filosofia não se reduz à simples reflexão sistemática e sofisticada de um tema. Mas antes disto é um modo de vida. O homem vive e escolhe pra si um modo de vida de acordo com suas crenças e prioridades. E, os filósofos são os que desenvolvem um sistema sofisticado de razões para as suas crenças, e que conseguem, no decorrer de sua vida, falar e defender o modo que viveram e escolheram viver. É claro que nem todos fazem isso, sabemos que o escritor de Emílio ou Da Educação, Jean-Jacques Rousseau, foi um péssimo pai que abandonou filhos numa espécie de orfanato. Karl Marx, que teve um filho fora do casamento e não quis assumi-lo dando a paternidade a outro e depois oferecendo a outra família para cuidar, tinha uma “ótima” teoria para a boa educação da sociedade com a finalidade de tirá-la da alienação e da opressão burguesa, aparentemente isso não estava reservado aos seus filhos. Esses homens contradizem suas vidas com que dizem ou porque o que dizem não é aplicável ou só o dizem para satisfazer o coração daqueles que esperavam aquelas palavras. E por isso, muito provavelmente não creram no que diziam.
Há filósofos, no entanto, que nitidamente dizem o que creem e procuram dar razões a tais crenças em seus escritos. Um destes filósofos, sem dúvidas, é Alvin Plantinga. Ele nasceu em 15 de Novembro de 1932 em Ann Arbor, Michigan, onde seu pai era estudante de Filosofia, na University of Michigan. Teve uma educação cristã reformada nos moldes Calvinista-Holandês, pois seus pais vinham desta tradição. Quando estava para fazer 17 anos matriculou-se no Jamestown College, mas seu pai foi convidado para ensinar psicologia no Calvin College obrigando o jovem estudante a se mudar para lá. Um pouco contrariado mudou-se para Grand Rapids, e já matriculado no Calvin, resolveu, só por brincadeira, se candidatar a uma bolsa em Harvard University, e quão grande foi a surpresa de ter recebido uma boa bolsa de estudos para fazer filosofia lá. Quando já tinha feito dois semestres em Harvard, foi visitar o seu pai nas férias, e como as férias de Harvard eram diferentes das do Calvin, resolveu fazer algumas matérias enquanto estava lá. Ficou completamente maravilhado com as aulas de William Harry Jellema, professor de filosofia desde 1920 no Calvin, que inclusive em 1922 formou em filosofia Cornelius Van Til[1]. Com as aulas de Jellema, Plantinga pôde ouvir filosofia de maneira extremamente sofisticada e Cristã, e as muitas dúvidas que já tinha nos primeiros semestres em Harvard puderam ser observadas numa ótica cristã. Ele se apaixonou tanto por Jellema que transferiu-se para o Calvin College, estudando aos pés de Jellema. Saiu de lá em 1954 para o mestrado na University of Michigan, onde foi aluno de William P. Alston. Por fim, obteve o seu Ph.D. na Yale University em 1958.
É notório observar que o caminho dos estudos de Plantinga foi norteado pela sua cosmovisão cristã e o seu desejo de responder as objeções formuladas pelo pensamento ateísta. Num artigo escrito para contar um pouco da sua história ele afirma que uma das coisas que o fez sair de Harvard e ir pro Calvin estudar com Jellema foi que em se referindo a essas objeções o professor disse: [que] “a oposição intelectual ao Cristianismo ou ao Teísmo era na verdade um amontoado de imperialismo intelectual com pouca base real.”[2] Portanto, é fácil perceber que o modo de vida adotado por Plantinga foi também o modo de vida adotado academicamente por ele. Isso será ainda mais patente nos trabalhos dele e nesse sentido precisamos fazer alguns pequenos comentários sobre os livros mais importantes dele e algumas de suas ideias.
Em 1964 ele publicou seu primeiro livro em conjunto com outros autores que foi intitulado, Faith and philosophy: philosophical studies in religion and ethics issued in honor of W.Harry Jellema. Uma clara homenagem ao seu mentor filosófico. Nisto, Plantinga já dava os seus primeiros passos na Filosofia Analítica da Religião, onde se destacará como o maior nome desta área de estudo. Das grandes discussões sobre a fé e sua racionalidade aguçou-se o interesse pelos antigos argumentos medievais para a existência de Deus, em especial o argumento ontológico de Anselmo de Cantuária, o qual o seu professor William P. Alston já havia escrito numa tentativa de refutar o argumento ontológico, assim como as modificações propostas por alguns filósofos tais como o testamentário de Wittgenstein, Norman Malcolm, a quem se atribui o grande aumento atual pelo interesse deste argumento[3]. Desta forma, edita o livro The Ontological Argument que é uma compilação dos trabalhos mais notáveis sobre o argumento, desde o próprio Anselmo até Norman Malcolm, passando por Descartes, Leibniz, Espinosa, Kant, Alston, entre outros. Em 1967 escreve God and Other Minds, a obra que o fez conhecido na filosofia da religião, dedicado ao estudo da justificação racional da crença em Deus. Neste livro ele faz pelo menos duas marcantes argumentações em prol da racionalidade da crença na existência de Deus. (1) a famosa defesa do livre-arbítrio (free will defense), em que para responder ao problema do mal, propõe que o melhor mundo possível é o mundo com livre-arbítrio[4], e portanto, Deus por ser perfeito, só poderia criar o melhor mundo possível, e sendo este mundo com livre-arbítrio, coube ao homem fazer a escolha de ter ou não mal no mundo, e assim, Deus não seria culpado pelo mal, dado que foi o próprio homem na sua liberdade que o produziu. (2) a proposta da analogia da crença em outras mentes e da crença em Deus, onde, usando muito Wittgenstein, ele dá os primeiros passos para o que depois será chamado da Basicalidade da Crença em Deus, em que defenderá que alguém não precisa de evidencias, como as propostas pelo Círculo de Viena, para crer em Deus. Por conta das discussões modais envolvendo o argumento ontológico, ele escreve em 1974 The Nature of Necessity, livro sobre metafísica modal, sendo, portanto, um dos primeiros a escrever sobre o assunto, já que o livro que se dá como o início dessa discussão na contemporaneidade é o Naming and Necessity de Saul Kripke no ano de 1972. 
Em 1974 escreve God, Freedom and Evil, um livro que visa principalmente tratar do problema do mal, tema que ele já havia tratado em God and Other Minds e em The Nature of Necessity, neste último ele é mais detalhista principalmente nas difíceis discussões modais. Em 1983 lança junto com Nicholas Wolterstorff o livro Faith and Rationality: Reason and Belief in God, onde há artigos de vários autores sobre o tema da racionalidade da crença religiosa. É neste livro que ele lança o que seria o mais famoso artigo dele, com 67 páginas o Reason and Belief in God expõe de maneira magnífica um dos maiores argumentos em prol da racionalidade da crença em Deus, e é neste artigo que ele propõe de maneira mais pormenorizada, antes de 2000, a basicalidade da crença em Deus, teoria que a crença em Deus é básica e, portanto, não precisa de evidências, muito menos científicas, para ser racional.
Mas ainda não foi falada a maior obra do filósofo Alvin Plantinga, na realidade não é uma obra, mas três. Aquilo que ficou conhecido como a trilogia do Warrant. Como já ficou claro para o leitor, o caminho da pena de Plantinga sempre girou em torno da resposta e refutação das objeções contra a fé cristã, e, influenciado por Jellema, Plantinga não teve medo de estudar assuntos considerados dos mais difíceis da filosofia. Porém, como ele mesmo diz, até então não tinha se debruçado no assunto mais difícil que tinha enfrentado, a discussão sobre a definição de conhecimento proposicional pós-Gettier.
Em 1963, Edmund Gettier faz uma reviravolta na epistemologia com um artigo de 3 páginas publicado pela Analysis. Gettier já havia trabalhado com Plantinga, eles foram colegas de docência na Wayne State University, e o próprio Plantinga afirma que Gettier, a despeito de ser filho de pastor, confrontou várias vezes as crenças de Plantinga com argumentos ateístas tão sofisticados e profundos que ele nunca havia se deparado antes. E sem sombra de dúvidas, desde aquele tempo, meado de 1957, Plantinga se preparava para refutar as maiores objeções que já havia encontrado. E num trabalho primoroso e sofisticado publica de uma só vez dois livros em 1993, Warrant: The Current Debate e Warrant and Propper Function. No primeiro livro, tenta expor o atual debate em torno da justificação da crença para ser reconhecida como conhecimento, citando, analisando e refutando os maiores filósofos da epistemologia contemporânea. E no segundo, corajosamente, explica e argumenta em favor da sua própria teoria para a justificação da crença, a qual ele chamará de Garantia e Função Apropriada. Não é objetivo deste trabalho, expor os pormenores desta difícil tarefa de Plantinga, mas é salutar que por conta desta teoria dezenas de artigos e livros foram escritos para analisar, refutar ou aprimorar a teoria. Mas foi em 2000 que Alvin Plantinga escreveu sua obra mais completa, Warranted Christian Belief. Ali, ele nos dá um final maravilhoso para todo o seu projeto.[5] Ele trata sobre todas as problemáticas que já havia trabalhado nos seus outros escritos e muitas outras, como pós-modernidade, criticismo Bíblico, mas principalmente, aprimorando sua teoria da Garantia e Função Apropriada. Não há dúvidas que esse é o trabalho mais completo e sofisticado de Plantinga, principalmente porque ele mesmo afirma isso.
O que podemos observar com toda essa narrativa biográfica e bibliográfica é que Alvin Plantinga é um filósofo como os antigos gregos, como os filósofos cristãos e como alguns outros filósofos que manifestaram em seus escritos aquilo que faziam publicamente. E de modo específico ele levou sobre si o mandamento de destruir os conselhos, e toda altivez que se levanta contra o conhecimento de Deus e levando cativo todo o pensamento à obediência de Cristo. (Segunda carta de São Paulo aos Coríntios 10.5).
Ronaldo Barboza de Vasconcelos.[6]


[1]  Dr. Cornelius Van Til, por 43 anos foi professor de apologética no Seminário Teológico Westminster, na Filadéfia, e professor emérito desde a sua aposentadoria em 1972, morreu em 17 de Abril de 1987 com 91 anos.Cf.  http://www.vantil.info/articles/obituary.html
[3] Charles Hartshorne revindicou para si a autoria do argumento ontológico modal. Plantinga, para evitar entrar no mérito da autoria, chamou esse argumento de “o argumento Hartshorne-Malcolm”.
[4] Logicamente anterior a esta argumentação, Plantinga, também propõe o desafio de que alguém possa mostrar que as duas proposições, (P) Há um Deus bom e todo poderoso, e (Q) Há mal no mundo, são contraditórias e, portanto, excludentes.
[5] Foi o estudioso de Alvin Plantinga, Ms. Bruno Uchôa, doutorando em filosofia na UFSC, que chamou a minha atenção para o projeto apologético de Plantinga, também devo a ele algumas críticas a esse artigo, que foram imediatamente acatadas.
[6] Bacharelando em Filosofia na Universidade Presbiteriana Mackenzie e Teologia no Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição.

terça-feira, 14 de junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011

Um convite a honestidade intelectual no debate sobre homossexual(ismo)(idade)


Talvez uma das temáticas mais discutidas no Brasil atualmente é o comportamento homossexual. E como não poderia deixar de ser para uma temática que cai no senso comum, tem sido grandiosamente mal compreendida ou discutida de maneira desonesta e recheada de falsos conceitos. De um lado temos os grupos homossexuais[1] defensores de todo o tipo de liberdade sexual, e que desejam, mais do que respeito ou liberdade para seu comportamento sexual, problematizar a heteronormatividade e a heterossexualidade.[2]
Por outro lado, alguns líderes evangélicos esbravejam ignorância sobre o tema, pois insistem em afirmar que ser homossexual é uma escolha, que a diferença entre raça, cor ou idade com homossexualismo é porque nos anteriores não há opção, enquanto que ser homossexual é uma opção. Coisa, inclusive, que foi reproduzida pela nossa presidente.[3]
A finalidade deste post não é dar respostas Bíblicas a questão homossexual, nem elencar uma infinidade de textos que chamam essa prática de pecado, nem também dar respostas a como alguém pode abandonar esse pecado, alguns post meus já trataram sobre isso[4]. A finalidade é desafiar para que essa temática seja tratada com mais honestidade e menos raiva. A primeira coisa que preciso fazer é explicar o título do post e o porquê do “ismo” e da “idade”. Isso pode ser respondido ao retornarmos a origem da palavra e ver porque o movimento gay insiste tanto no termo homossexualidade.
Karoly Maria Benkert
A palavra homossexual foi usada pela primeira vez por Karoly Maria Benkert, jornalista austro-hungáro, que dedicou boa parte de sua vida pela defesa dos direitos gays[5]. Tanto o sufixo “ismo” como o sufixo “idade” são designados para substantivos abstratos tendo a sua diferença na origem da língua, o primeiro é grego (ismo) e o segundo latim (itas; itatis). Mas por que eu acredito que o termo “ismo” deva prevalecer? Acredito que é comum em nossa língua o uso de “ismo” para falar de substantivos de alguma escola filosófica ou alguma visão sobre algum aspecto da vida.[6] E por conta da palavra “identidade” ter o sufixo “idade” ficaria estranho o uso de homossexualidade, já que isso não é uma identidade sexual, mas sim uma conduta sexual. A identidade sexual se estabelece nos ditames naturais, vistos em toda criação divina. Em Gênesis, quando Deus cria os animais, os constitui entre machos e fêmeas, não havendo assim, outra identificação sexual. Da mesma forma, o homem é criado como macho e fêmea, não havendo, portanto, alguma identidade híbrida ou neutra. Dessarte, que o comportamento homoafetivo não modifica a identidade sexual do homem, somente faz uso redirecionado da estrutura de individualidade da criação.[7]
Justificado o título, podemos nos aprofundar naquilo que é dito pelos grupos homossexuais. É normal que se encontre em algum desses grupos com o seguinte argumento: “Nós nascemos gays, isso veio da minha própria natureza, como posso ter culpa disso? Ou tentar mudar como eu nasci?” Os mais “cristãos” diriam: “Deus me criou assim, se alguém tem culpa é ele, pois que não tive escolha”. Ao que parece, há algo de verdade no que é dito. É difícil pensar em alguém que um dia tenha levantado da cama e dito pra si mesmo: “Huumm, acho que vou virar gay...”. Ninguém escolhe pra si uma vida de preconceitos, de não aceitações e todos os tipos de dificuldades que um comportamento gay possa causar.[8] Mas se não é uma escolha o que seria? Estariam certos os grupos gays em afirmar que as pessoas nascem assim?[9]
Simon LeVay
Não há nenhum estudo genético que tenha achado algum gene gay, alguns estudiosos chegam a falar de diferenças físicas entre homossexuais e heterossexuais[10], o Dr. John Frame[11] comentando sobre a pesquisa de LeVay diz:
Eu não sou competente para avaliar a pesquisa de LeVay. Eu penso que nós somos sábios em suspender o juízo até que o trabalho de LeVay seja corroborado por outros que são mais objetivos na questão[12]. No entanto, nós devemos notar, como outros tem, que há um problema não respondido do tipo “ovo e galinha” aqui: Como nós sabemos que estas condições (ou talvez a largamente não explorada base física para isso) é a causa, e não o efeito, de um pensamento e comportamento homossexual?[13]
Em todo caso, mesmo que se achasse um “Gene-H” isso não significa que seria algo bom ou natural. Os cientistas já identificaram uma série de doenças[14] que são determinadas geneticamente, no entanto, ninguém diria que isso seria bom ou normal. Logo, vemos um problema lógico nos que argumentam que se algo é inato é bom. Mas, e quanto ao comportamento ser determinado, ou o poder de escolha e mudança ser tolhido por uma determinação genética? Estariam os gays desculpados do seu comportamento, e a Deus, portanto, não poderia lhes impor culpa? Esse é outro passo da discussão e acredito que seja o mais importante.
Alguns cientistas encontram certa relação genética para o alcoolismo[15], será que devemos concluir que os alcoólatras estão desculpados, ou que não se deva mais estimular o abandono desse comportamento? É claro que devemos responder com um grande NÃO. O que as descobertas fazem é dar mais armas para que possamos de modo mais eficiente e rápido solucionar diversos problemas. Não devemos acreditar que as pessoas, por terem genética que os deixem mais propensos a determinados comportamentos, não têm poder para escolher terem ou não esse comportamento. Primeiro, porque mesmo com essa construção genética as evidências não atestam 100% de pessoas alcoólatras, mas uma maior porcentagem do que seria normal. E segundo, porque mesmo essas pessoas, conseguem decidir beber ou não mediante suas próprias consciências. Não existe um fator que as obrigue a beber, apesar de tornar mais difícil abandonar o vício. De modo que fatores genéticos de forma alguma anulam as escolhas feitas. São apenas mais fatores que acrescentam influência em nossas ações. 
A necessidade de que o comportamento homossexual seja uma escolha livre é exclusiva de uma doutrina arminiana. Para um reformado[16], existe uma série de fatores que determinam e influenciam as nossas escolhas, desde a construção social, educação, ambiente, pecado, e até mesmo influência genética. Isso sem contarmos com a maior das influências, e essa sim exclusivamente determinante, que é o governo soberano de Deus sobre todas as coisas, portanto, para nós não há dificuldade em dizer que os homossexuais não tiveram escolha[17], mas são totalmente responsabilizados pelos seus atos[18].
Numa debate sincero sobre a temática, esses pontos devem ser levados em consideração. Não adianta falar sobre o tema sem antes uma devida reflexão e aprofundamento, isso só gera mais confusão e desentendimento entre as partes. Os grupos gays deveriam ser mais honestos nas suas declarações sobre seus comportamentos, e entender que há diferenças cruciais entre um comportamento, mesmo que haja influência genética, e uma raça, cor ou idade. Mas aqueles cristãos que se levantam para falar sobre o assunto devem instruir-se mais sobre isso, pois o seu dever é agir com lealdade e justiça, no amor de Deus, a fim de encontrar redenção nos corações eleitos, e culpa nos não eleitos. Não adianta tratar o assunto com superficialidade, e desonestidade, em discursos que só convencem quem já está convencido, e que não santificam a Cristo, como Senhor, em preparar-se para responder àqueles que perguntam a razão da esperança:

Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo, porque, se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal. I Pedro 3.15-17.[19]  




[1] Por Grupos Homossexuais, ou gays, quero dizer os diversos grupos criados para defender os direitos civis gays, e promover o homossexualismo.
[7] Faço uso dos termos do Filósofo Cristão Herman Dooyeweerd, uma boa introdução ao seu pensamento antropológico pode ser encontrada no artigo do Rev. Fabiano de Almeida, talvez o maior estudioso desse filósofo no Brasil: http://www.mackenzie.br/fileadmin/Mantenedora/CPAJ/revista/VOLUME_XIII__2008__1/Reflexoes_Criticas_sobre_Weltanschauung_-_Fabiano_de_Almeida_Oliveira.pdf
[8] William Lane Craig lista uma série de problemas adicionais num comportamento homossexual. http://www.reasonablefaith.org/site/News2?page=NewsArticle&id=8058
[9] Nem todos os grupos gays ou estudiosos gays defendem isso, o Dr. Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia, em entrevista a Jô Soares parece não acreditar nisso: http://www.youtube.com/watch?v=zcNQdvjSv-k&feature=related; O Professor da UFBA sobre homoculturas, Leandro Colling diz: “Assim, em vez de pensarmos que as nossas identidades são naturais, no sentido de que nascemos com elas, iremos verificar que nenhuma identidade é natural, que todos resultamos de construções culturais”. http://www.institutoadediversidade.com.br/cultura/artigo-desnaturalizacao-da-heterossexualidade-leandro-colling/
[10] LEVAY, Simon. A difference in hypothalamic structure between heterosexual and homosexual men. Science 253: 1034–7, 1991. http://www.pchania.eu/LeVay_files/levay.pdf.
[11] John Frame é um filósofo e teólogo cristão autor de vários livros e artigos, também um dos mais conhecidos defensores da apologética pressuposicionalista.
[12] Por LeVay ser um militante gay, Frame acredita que os seus estudos podem não ser tão objetivos cientificamente.
[13] FRAME, John M. But God made me this way!. Tabletalk 21:3 (Mar., 1997), 8-11. http://www.frame-poythress.org/frame_articles/1997But.htm
[14] Com isso não quero dar a entender que o homossexualismo seja uma doença, mas que comparar o fato de se for algo inato, assim mesmo, não segue-se que seja bom ou natural.
[15] DOTTO BAU, Claiton Henrique. Estado atual e perspectivas da genética e epidemiologia do alcoolismo. http://www.scielo.br/pdf/csc/v7n1/a17v07n1.pdf
[16] Refiro-me àqueles que acreditam nas doutrinas da reforma protestante sistematizadas por João Calvino.
[17] A escolha aqui falada é aquela que os arminianos defendem, uma espécie de liberdade e não influência das coisas externas sobre nossas consciências. Obviamente, todos nós temos escolhas, pode ser colocado para um urubu a escolha de comer pizza ou carniça, mas não precisamos pensar muito para saber o que ele escolherá.
[18] Para uma discussão mais detalhada sobre o assunto, indico um outro post meu neste blog: http://palpiteabsoluto.blogspot.com/2010/03/deus-e-autor-do-pecado.html
[19]Sociedade Bíblica do Brasil. (2003; 2005). Almeida Revista e Atualizada, com números de Strong (1Pe 3.15-17). Sociedade Bíblica do Brasil.